A abundância do sofrimento real não tolera o esquecimento... ela exige a continuidade da existência da arte, que ela proíbe. Agora é praticamente apenas na arte que o sofrimento pode encontrar a sua própria voz, consolo, sem ser imediatamente traído por isso.
A arte que é produzida no sofrimento é bem mais expressiva. Quanto maior o sofrimento, maior a necessidade de expressão, de extravasamento. A angústia é força motriz em todos os momentos do existir humano. E dentre todos os sentimentos e modos de viver é ela que pode reconduzir o homem ao encontro de sua totalidade, lançando-o à liberdade de escolher, alertando-o a respeito do non sense. E é por meio da expressão artística que o indivíduo pode expressar seus sentimentos, pois é a arte a mediadora entre o sujeito e o objeto. Com isso, o artista estabelece a relação do “outro como tu mesmo”. E por meio da sua obra de arte entrega ao outro a oportunidade e a possibilidade de descobrir o sentido de sua própria existência, alertando-o sobre a posição em que se coloca diante do mundo e principalmente diante de si mesmo.
A Arte como Expressão Humana nos Dias Atuais A arte procura expressar as emoções humanas, e interpretar as angústias que caracterizam e fundamentam a existência humana, em todo seu contexto histórico, e principalmente, nas relações do homem consigo e com o outro. Por meio da arte, é possível que aconteça o despertar para uma consciência individual e coletiva, e ela é, ainda, um poderoso instrumento de conhecimento e de grande força político-social. O caráter específico da arte é o de reflexão, onde é possível reproduzir a realidade, seja ela, sob a forma de imagens, músicas, poesias, romances, peças teatrais, arquiteturas, e qualquer outra expressão artística perceptível pelos sentidos.
Ora, a arte é a representação do sentimento humano como manifestação do subconsciente, pois não há para os artistas hodiernos a preocupação que os tradicionais tinham com a razão, a moral ou até mesmo com a própria estética. As criações artísticas podem ser absurdas e ilógicas, como asimagens dos sonhos e das alucinações da mente humana. A dor humana que permeia a elaboração de um trabalho artístico hoje é uma sarcástica gargalhada amarga e distorcida diante de um público perplexo algumas vezes, e indiferente em outras,narcotizados pela massificação e pelo poder midiático. Como se pode notar, a angústia é deformadora da realidade, pois deseja expressar com arrebatamento toda sua amargura em relação à existência absurda – que é viver para morrer, e morrer para Sartre subentende a nadificação dos nossos projetos e a certeza de que um nada absoluto nos espera – e em relação ao mundo.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA BUBER, Martin. Eu e tu. São Paulo: Centauro, 2001. KIERKERGAARD, S. A. O conceito de angústia. São Paulo: Ed Presença: 1962. SARTRE, J. P. A náusea. Publicações Europa América. s/d.LANGER, Susane K. Estética sentimento e forma. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1980.
Exposições:
Shoping Center de Marataízes – ES
Shoping Center de Guarapari – ES
Restaurante do Curuca – Meaípe – ES
Churascaria Tropeiro – Guarapari – ES
Apromag – Guarapari – ES
Centro Cultural Garotinho – Campos – RJ
Feira de artesanatos de Guarapari – ES
Escola de Ensino Médio Polivalente – Marataízes – ES
FORMAÇÃO ACADÊMICA
PÓS GRADUAÇÃO EM MATEMÁTICA
PÓS GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR
LICENCIATURA CURTA EM CIÊNCIAS EXATAS
LICENCICATURA PLENA EM MATEMÁTICA
DEDIQUEI PARTE DA MINHA VIDA AOS ALUNOS
DA ESCOLA PÚBLICA.